quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Roda de Terapia Comunitária - Paroquia Bom Jesus das Oliveiras



No dia 14 de fevereiro de 2010, aconteceu mais uma Roda de Terapia Comunitária, desta vez na Paróquia Bom Jesus das Oliveiras. O evento que teve a condução de Maria de Fátima Rufino e mediação de Sueli Kimura, foi fruto de uma parceria entre IPEDESH (Instituto de Pesquisa em Desenvolvimento Social) e Vicentinos do Jd das Oliveiras. O encontro contou com a partipação de Solange Kono e Akira Yamasaki (IPEDESH), Graça, Jorge, Juarez, Gorete (Vicentinos) e moradores da comunidade do Tijuco Preto.
Iniciamos o encontro com uma atividade de integração após a qual Fátima lançou a pergunta: "O que te preocupa?" que norteou a Roda de TC.

Alguns depoimentos:

Graça: Minha tensão nervosa, falo alto quando estou nervosa.

Miriam: Quer procurar um lugar para internar o neto Fábio de 17 anos que mora com ela porque não se dá bem com o padrasto.

Alessandra (filha de Míriam): tem a mesma preocupação da mãe.

Tiago: Se sente triste porque sua comunidade é esquecida pelas autoridades.

Marisa: É muito chorona, guarda os sentimentos, é fragil.

Gorete: Sua preocupação é com o terreno baldio de fronte á sua casa onde aparece até cachorro morto. É difícil enterrar os bichos mortos que aparecem por causa dos entulhos. Já procurou a prefeitura sem obter solução. Se sente desrespeitada.

Cícera: É muito nervosa porque tem um filho especial e se sente abandonada.


Após a rodada de depoimentos pedimos que se elegesse um tema para o debate. O problema com as drogas foi eleito por unanimidade.

Míriam e sua família estão há 3 anos lutando para tirar Fábio da dependência do crack. Ele se trata no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e na Casa de Isabel em Itaim Paulista. Quem o acompanha ao CAPS é a mãe.

Ficamos de buscar mais informações que possam auxiliar Miriam e sua família e que repassaremos aos Vicentinos, que fazem o atendimento a esses moradores do Tijuco Preto.

Fechamos o encontro com Dança Circular em ótimo astral.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Próxima Roda de Terapia Comunitária

14/02/2010 (domingo)
local: Sede dos Vicentinos na Paróquia Bom Jesus das Oliveiras
          R. Antonio d'Amim, 47 - Jardim das Oliveiras - Itaim Paulista (próximo ao supermecado Sonda)
horário: das 12 ás 14 horas
coordenação: Maria de Fátima Rufino

realização: IPEDESH

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

SOS Paraitinga

A Cia de Maracatu Porto de Luanda promoverá uma ação no próximo domingo com o objetivo de arrecadar mantimentos e roupas para os desabrigados pelas enchentes em São Luiz do Paraitinga.

data: 10/01/2010 às 10h
local: Praça Brasil - COHAB 2 - Itaquera  
Maiores informações com Silvio Ribeiro, o Pirulão, 9694 5660.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

TRISTEZA: São Luiz do Paraitinga está inundada


"São Luiz do Paraitinga, localizado no Vale do Paraiba, é um dos 29 municipios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo. Dentre seus atrativos destacam-se, na área urbana, seu conjunto arquitetônico, visto que tem o maior numero de casas térreas e sobrados tombados pelo CONDEPHAAT no Estado de São Paulo (são quase 90 predios declarados de interesse paisagístico e histórico) e a casa de Oswaldo Cruz que hoje é um centro cultural. Sua população estimada é de 11.000 habitantes." fonte: Google
 As chuvas de dezembro inundaram a cidade e metade da população encontra-se desabrigada. Restam as lembranças e fotos de uma viagem feita em março de 2009 que vinha sendo adiada por aproximadamente 25 anos. Premonição de Akira?

Irônicamente, o nome Paraitinga significa "aguas claras" em tupiguarani.


Sueli Kimura



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Comunidade se organiza em ação solidária



Uma verdadeira rede de solidariedade se formou em resposta ao e-mail de Lucinéia Ribeiro para que se divulgasse que sua irmã Lúcia, membro dos Vicentinos (Associação São Vicente de Paulo), estaria recolhendo donativos para atender às vitimas da enchente no Jd Romano. O e-mail se transformou em ação e um mutirão envolvendo Educadores do EE Prof João Prado Margarido, Vicentinos do Jd das Oliveiras, Vera Madeira e o pessoal do FICAS, IPEDESH, moradores da região, arrecadou donativos e os encaminhou ao local onde as voluntárias estavam centralizando a operação.
Sempre me impressiona o poder de comunicação dos e-mails, sua abrangência, mas o que mais me impressionou nesse caso foi que a comunicação se traduziu em ação com rapidez e num instante se formou o mutirão. Bom para os moradores do Jd Romano, mas que me leva a uma preocupação recorrente sobre o alcance dos e-mails e a responsabilidade sobre o que transmitimos.
Em tempo: as doações de alimentos ainda são necessárias, portanto quem puder dar uma força, será bem vindo.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Enchente no Jardim Romano

O Jardim Romano está inundado e precisa de ajuda. Precisam principalmente de alimentos.
Quem puder colaborar, voluntários estão recolhendo doações e preparando refeições para os desabrigados no seguinte endereço:

Comunidade Nossa Senhora Aparecida
R. Tomaz Lopes de Camargo, 90 - Jd Romano - próximo à estação CPTM
informações com Lúcia: 9871 0009




domingo, 13 de dezembro de 2009

Roda de Terapia Comunitaria


12/12/09

Condução: Maria de Fátima Rufino 
Mediação: Sueli Kimura

Participação: EE Prof. João Prado Margarido, Vicentinos, Moradores Jd. Oliveiras, IPEDESH


O que é a Terapia Comunitária?

A Terapia Comunitária foi formulada pelo psiquiatra Adalberto Barreto há 20 anos, em Fortaleza, Ce. Nasceu da demanda da população carente e da criatividade do Prof. que com sua sensibilidade e praticidade, ousou quebrar alguns protocolos e criar um contexto terapêutico diferente dos habituais.
A TC pode ser e tem sido desenvolvida fora dos consultórios. Caracteriza-se pela sua liberdade de ocupar espaços públicos e abertos, como: praças, salões de igrejas, clubes, salas de espera, penitenciárias, instituições públicas e privadas.
Seu grande objetivo é o despertar e o desenvolver das competências pessoais e comunitárias. Não se propõe a resolver problemas, nem tratar doenças, mas sim a formar e fortalecer redes solidárias e promover a auto-estima de pessoas, famílias e comunidades. Nesse sentido seu foco não está sobre o diagnóstico, nem sobre o problema, mas sim sobre o sofrimento humano em suas múltiplas facetas e manifestações, visando a promoção da saúde, a mediação de crises e a inclusão social. A TC contribui para reforçar os vínculos entre as pessoas da comunidade, mobilizar e valorizar as competências vindas da experiência, do saber popular e da cultura local e para despertar no indivíduo, sua capacidade de ser autor de sua própria história.
Pode-se dizer que ela é uma terapia de apoio que visa propiciar um alívio das tensões e conflitos emergenciais. Pretende ir além do unitário para atingir o comunitário, sair da dependência para a autonomia e a co-responsabilidade, sair da descrença da incapacidade do outro para acreditar no potencial de cada um, se propõe a ver além da carência ressaltando as competências, ir além do individual e atingir o coletivo, estimula a cidadania rompendo com a passividade e propicia a aproximação do “saber cientifico” e o “saber popular.

Simplificando, a TC é um espaço coletivo, onde as pessoas podem dividir suas angustias, temores, preocupações que lhe tiram o sono, em um ambiente acolhedor e de confiança. É um espaço de partilha e soluções conjuntas.
Destina-se a todo e qualquer público, sem critérios de idade, sexo, religião, ou diagnostico e sem limite de quantidade para a formação de grupos.
O tema a ser trabalhado é definido pelo grupo em cada sessão, em um tempo de duas horas.